Falo de padres

Li hoje que é possível encontrar de tudo um pouco na Internet. Isso inclui até o aluguel de padres. Nos EUA, o serviço está disponível no site “rentapriest” (alugue um padre) – que atualmente também oferece o serviço em mais cinco países (África do Sul, Alemanha, Canadá, Índia e Malta).
Só no ano passado foram realizados três mil matrimônios. Divorciados e homossexuais desejosos de uma cerimônia religiosa e espiritual são os principais clientes. Mas não é só isso. É que a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA estima que 37% das paróquias do país estejam sem padre.
Para oferecer seus préstimos via Internet, os padres tiveram que renunciar ao sacerdócio – em geral por terem rompido o voto de castidade. Eles continuam, entretanto, a celebrar casamentos (mediante uma remuneração) e outros sacramentos, como batismos e enterros (gratuitos, conforme a prática oficial).
O detalhe é que a relação que lista 2.500 padres é classificada como “as páginas amarelas de Deus”.
Este assunto me leva a outro. Quando freqüentava a Igreja Presbiteriana de Copacabana, na rua Barata Ribeiro, cujo pastor era o Reverendo Nehemias Marien, filho do pastor Alfredo Marien, acompanhei a briga de seus novos conceitos de igreja contrários aos antigos. Houve muitas brigas e discussões acaloradas. Acabou ele por fundar sua própria igreja, onde tem feito casamentos de gays e lésbicas. Alega que vivemos uma nova época e é preciso que as igrejas se modernizem, caso contrário vão para o espaço e perderão seus adeptos.
Seu pai, Alfredo Marien, que conheci em Cuiabá, contou que foi fugitivo da Justiça, depois de uma encrenca qualquer, e num dia em que conheceu o pastor Phillipe Landes, norte-americano, seu coração passou a bater mais forte e emocionado pediu ao Reverendo para fazer-lhe uma confissão. Contou a história de seu passado de erros e o pastor o aconselhou a voltar ao local onde praticou seus delitos para resolvê-los com a Justiça e, então, após isso poderia resolver o que desejava fazer na vida. “Reverendo, quero ser pastor como o senhor!” Na verdade, foi um grande exemplo de homem e fazia pregações maravilhosas, como esta em que contou sua vida. Era menina, de onze anos e, sinceramente, nunca esqueci a sua personalidade forte. O filho tem personalidade fortíssima, mas pegou outro atalho do caminho religioso e reúne centenas de fiéis que estão de acordo com ele.
Sei lá! Atualmente pouco vou à igreja, mas mantenho comigo o hábito de ler a Bíblia Sagrada, meditar sobre aquilo que li e orar sem cessar para que não peque, pois os pecados estão por aí e a gente é fraca e pode cair. Todavia, conservo um mandamento que Cristo ensinou: “um novo mandamento vou dou, que ameis uns aos outros assim como eu vos amei”. Procuro compreender as pessoas por mais confusas que sejam, por que quem é perfeito? Sei que sou uma pessoa difícil, conforme me disse Isabel Campos: “Tenho até medo de me confrontar com você!” Se bem que nunca brigamos, mas me dizia que tenho pavio curto. Deve ter razão.
Velha amiga que já foi para o andar de cima, certo dia me contou a seguinte história: “Mamãe sempre foi católica, carola, e acreditava nos padres como ninguém. Contratou o pároco de Várzea Grande, MT, para me dar aulas de latim, pois estava atrasada nessa matéria. O padre chegou e mamãe foi à rua fazer compras e, antes de sair disse: “Minha filha está com um padre e está com Deus!.”Exatamente nesse dia, disse-me ela, foi a primeira vez que vi um pênis. O padre, sem vergonha na cara, ejaculou na minha perna. Nada contei à mamãe, porque ela era de dar escândalo, mas lhe pedi para dispensar aquelas aulas, pois já estava compreendendo melhor a matéria.
Um colega meu de Cuiabá, gay assumido, revelou-me que um padre sempre lhe dava balas e barras de chocolate. Uma vez, numa das dependências da igreja, o padre o atacou violentamente. Era pedófilo. Antes, porém, colocou uma toalha no rosto dos santos, como se fosse esconder seu pecado. Segundo ele, conseguiu se desvencilhar do monstrengo que, com o passar do tempo foi descoberto pelo pai de um garoto que também fora molestado por ele. Foi um escândalo, Mas ele não foi expulso da igreja, mas transferido para uma paróquia do interior. Pobres guris dessa cidade!
É comum, hoje em dia, as revelações de padres pedófilos no mundo todo. E a gente fica desiludida com essa gente hipócrita e com sérios problemas sexuais.
Que fazer? Nada. Porque, com a globalização foi que começou a ser divulgado um caso aqui e outro ali. Nem sei o que pensar sobre eles, mas sei que em Cuiabá houve um padre que deixou vasta família, hoje homens de bem, entre os quais um deles foi desembargador. O povo sabia e fingia não saber de nada, como atualmente se faz. Ninguém vê, ouve e fala, como os três macaquinhos, um com os dedos nos ouvidos, o segundo com as mãos na boca e o terceiro com as mãos nos olhos.
É a vida! Dá para entender?!... Cito Fausto Wolf, que em sua crônica no “Jornal do Brasil”, de 2 de setembro, sob o título “Manifesto para ver contente a mãe gentil” destaca: (...) que em nossa sociedade estejam incluídos os fracos, os pobres, os desprotegidos, que todos os homens sejam responsáveis por todas as crianças...” São as crianças, os principais alvos dessa gente desajustada, louca e cruel.


